Procedimento Padrão no Centro de Tratamento a dependência química São Paulo | Calhas e Coifas São Paulo

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Procedimento Padrão no Centro de Tratamento a dependência química
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Procedimento Padrão no Centro de Tratamento a dependência química

Acompanhamento medicamentoso
De modo geral as medicações para dependência química são usadas para:

- Abstinência - A abstinência provoca sintomas físicos e psíquicos que desestimulam o paciente a continuar sem o consumo de drogas. O uso de medicações para dependência química ajuda a evitar ou reduzir estes sintomas para que o paciente evite a recaída e diminua o sofrimento.

- Controle da compulsão - A doença faz com que uma pessoa tenha forte compulsão por drogas. Nesses casos, os medicamentos para dependência química agem reduzindo os impulsos de buscar ou consumir a substância.

- Comorbidades - Por vezes, o dependente químico também possui outras doenças psiquiátricas associadas, como depressão, transtorno de ansiedade e esquizofrenia e para a evolução da reabilitação, é fundamental que as comorbidades também sejam tratadas adequada e paralelamente ao tratamento da dependência química.
O Centro de Tratamento para dependentes químicos promove o acompanhamento psiquiátrico para todos os pacientes, com o objetivo de promover saúde mental, minimizar os sintomas e diminuir o sofrimento.


Evolução de enfermagem
A evolução da equipe de enfermagem do Centro de Tratamento para dependentes químicos, é mais um cuidado que a instituição oferece aos seus pacientes no monitoramento da evolução clinica e na observação diária como complemento de outras abordagens terapêuticas.


Construção de anamneses
Tem como principal objetivo levantar informações sobre o paciente, sua vida pregressa de comportamento, de acompanhamento medicamentoso ou qualquer outro fator que se relacione ao paciente e sua família, ampliando as possibilidades de interpretação de entendimento da equipe multidisciplinar.


Aplicação de testes toxicológicos
Tem como finalidade a comprovação e o cruzamento de informações encaminhadas pela família do paciente. Também é utilizado para documentar e registrar o motivo da internação.

 

Solicitação de exames clínicos
Além dos variados questionários de autopreenchimento (tais como ASSIST, CAGE, AUDIT) os testes sanguíneos também têm sido empregados, em contexto clínico, com tais fins, mas não podem ser considerados como substitutos de uma cuidadosa entrevista clínica. Existem ainda alguns exames (marcadores biológicos) que são indicadores fisiológicos da exposição ou ingestão de drogas, e podem auxiliar no diagnóstico e no tratamento.
É importante também realizar um exame físico e atentar-se a sinais e sintomas que podem auxiliar na identificação do problema, como por exemplo, sintomas de abstinência, hipertensão leve e flutuante, infecções de repetição, arritmias cardíacas não explicadas, cirrose, hepatite sem causa definida, pancreatite, entre outras.
Quando o paciente é diagnosticado, é importante que além do tratamento para a dependência química, o indivíduo também tenha acompanhamento clínico para garantir a melhora de sua saúde como um todo.
O Centro de Tratamento para dependentes químicos compreende que o conjunto de ações em prol do tratamento para saúde mental/dependência química contribuem para alcançarmos melhores resultados durante e ao término do período de internação.


Aplicação de testes psicológicos
A avaliação psicológica é entendida como o processo técnico-científico de coleta de dados, estudos e interpretação de informações a respeito dos fenômenos psicológicos, que são resultantes da relação do indivíduo com a sociedade, utilizando-se, para tanto, de estratégias psicológicas - métodos, técnicas e instrumentos.
Quando necessário, o Centro de Tratamento para dependentes químicos, utiliza-se deste método com o objetivo de cruzar informações colhidas por meio da observação, diálogo e interação do paciente com a clinica, com os profissionais e com outros pacientes, ampliando o entendimento técnico à respeito do paciente.


Terapia de confronto
Intervenção técnica realizada entre os pacientes e mediada por um psicólogo ou terapeuta ocupacional, com o objetivo de fazer com que o paciente estabeleça contato com a realidade e com o próprio comportamento, aprendendo a lidar com as dificuldades, frustações, ego e desenvolver potencialidades.


Terapia do grito
Esta terapia consiste na melhoria do bem estar psicológico, assim como de seus sintomas psicossomáticos, por meio da vocalição no diafragma. Para ser mais simples. Quando você está com aquela sensação de angústia, ou de sentimento preço na garganta, ou uma ansiedade que esta te consumindo, ou mesmo felicidade extrema e raiva, enfim, o sentimento é indiferente, o que é comum é a sensação de que você vai explodir por dentro (negativa ou positivamente) então, nesses momentos que um bom grito ajuda, e muito. Este método é utilizado, também para o paciente aprender a compreender sua agressividade podendo utilizar posteriormente como ferramenta de mediação de seus impulsos. Esta atividade é aplicada de acordo com a demanda apresentada.


Psicodrama
Psicoterapia de grupo em que os pacientes escolhem os papéis que vão desempenhar na dramatização de uma situação com forte carga emocional, o que dá ao terapeuta a oportunidade de apreender os sintomas que afloram no relacionamento entre os participantes.
O Psicodrama é um método de ação profunda e transformadora, que trabalha tanto as relações interpessoais como as ideologias particulares e coletivas que as sustentam. Sua aplicação é uma das mais eficientes e criativas nos campos da saúde, da educação, das organizações e dos projetos sociais.
É orientado pela emoção, pelo grupo e pela co-criação, pois busca promover estados espontâneos, discriminar e integrar, com certa harmonia, o individual com o coletivo, o mundo interno com a realidade compartilhada. Produz catarse emocional e insights cognitivos. Para isso, usa tanto a comunicação verbal como a não verbal.


Psicoeducação
É uma ferramenta ou procedimento usado pelo psicólogo com a função de simplificar a queixa do paciente. O psicólogo demonstra ao paciente a sua patologia em todo o contexto, afim de que o paciente entenda e passe a colaborar ativamente com todo o processo terapêutico.
A Psicoeducação constitui uma forma interventiva estruturada, didática e sistemática, no âmbito das vertentes da Psicologia: Educacional, Social e da Saúde. No caso específico da área clínica, atuando-se sobre uma perturbação ou tratamento, pretende-se alertar o indivíduo para os aspectos promocionais da saúde e preventivos da doença, assim como capacitar o paciente e/ou os familiares / cuidadores na gestão de (novas) situações decorrentes da doença já instalada.
Estudos vêm demonstrando que as intervenções psicoeducativas têm sido eficazes em doenças, quer no aumento da compreensão e adesão aos tratamentos. Por exemplo, ao nível da perturbação bipolar, da depressão, de psicoses, na dor, no comportamento alimentar, em situações de doença aguda, entre outras, a Psicoeducação assume-se como um modelo que potencializa outros resultados terapêuticos (farmacológicos, psicofarmacológicos, fisiátricos) e em alguns casos reduz o número de internamentos hospitalares, na medida em que, conforme a especificidade de cada doença, o paciente e cuidadores passarão a ter mais conhecimento sobre a doença em si, adopta(m) estratégias e aprende(m) a gerir melhor situações de crise, o stress associado é reduzido, lida(m) mais adequadamente com as rotinas decorrentes e, no geral, valoriza-se o papel social do paciente.

 

Entrevistas
A entrevista é um instrumento fundamental de trabalho para o psicólogo e outros profissionais como, psiquiatra e o terapeuta ocupacional e tem como objetivo, conhecer na sua amplitude o paciente. Esta ferramenta é utilizada para cruzar informações que são trazidas pela família do paciente e também nas observações de comportamento durante o processo de internação.


Psicoterapia individual
A psicoterapia é uma ferramenta de desenvolvimento pessoal, as pessoas buscam este trabalho por motivos diversos: autoconhecimento, superar dificuldades pessoais, melhoria no relacionamento interpessoal, mudanças, definição de metas e planejamento, diluição de angustia, organização de pensamento e comportamento entre outras. A psicoterapia individual no Centro de Tratamento para dependentes químicos é realizada em sessões de 50 minutos e é feita 1 vez por semana, podendo ser intensificada a pedido do paciente ou família.


Psicoterapia em grupo
A terapia de grupo estabelecem-se múltiplas relações que ajudam o indivíduo no crescimento e na resolução de problemas. O grupo estimula a não desistir e a olhar o outro como companheiro de aprendizagem. Permite ao indivíduo sentir-se compreendido, bem como reconhecer que não se encontra sozinho nessa mesma luta. Aumenta o conhecimento e compreensão sobre o problema em comum. A terapia de grupo proporciona a oportunidade para os participantes melhorarem a capacidade de comunicar e se relacionar com os outros. A autoestima poderá ser desenvolvida pelo feedback e reflexões geradas em grupo. Nas terapias de grupo, o terapeuta exerce forte influência nos padrões de comunicação do grupo modelando certos comportamentos, tais como: escuta ativa, responder sem julgar, oferecer apoio. Ao fim de algum tempo, os elementos incorporam estes comportamentos melhorando a autoestima e crescimento emocional. A terapia de grupo no Centro de Tratamento para dependentes químicos é realizada 2 (duas) vezes por semana por um período de 1 (uma) hora cada sessão.


Dinâmicas de grupo
O conceito de dinâmica de grupo faz parte da psicologia social e está relacionado com as forças em ação no contexto de um grupo. Qualquer indivíduo se comporta de forma diferente quando está em um grupo, e um determinado grupo varia o seu comportamento dependendo do contexto que lhe é apresentado.  A dinâmica de grupo trabalhada no Centro de Tratamento para dependentes químicos, tem como objetivo trabalhar o indivíduo no grupo em diversas situações e trazer informações à equipe sobre seu funcionamento, comportamento e pensamento. A periodicidade desta atividade se da mediante a demanda apresentada pelo grupo, podendo ser realizada semanalmente ou quinzenalmente.


Atendimento terapêutico ocupacional/atividades manuais/arte terapia
A terapia ocupacional no campo da saúde mental apresenta diferentes estratégias de intervenção, entre elas as oficinas e grupos terapêuticos, que constituem um dispositivo de tratamento bastante utilizado na clinica de terapia ocupacional, um dos princípios norteadores da prática do terapeuta ocupacional com grupos de atividades. Os grupos de atividades da terapia ocupacional são marcados pelo envolvimento simultâneo de clientes na realização de uma ou mais tarefas ou atividades produtivas, criativas ou sociais, sempre com propósito terapêutico específico estabelecido pelo terapeuta ocupacional.  O grupo em terapia ocupacional objetiva o tratamento e ofertam vivências aos seus participantes através do "fazer juntos", como o compartilhamento de experiências, a internação social, a comunicação verbal e não verbal e a exposição de sentimentos e conteúdos internos terapêuticos, como a criatividade e espontaneidade, construção da autoconfiança, percepção do seu próprio potencial, aumento de autonomia e motivação pessoal, desenvolvimento individual, liberdade para tomar decisões, expressão de sentimento, emoção e conflitos, trabalhar com a imaginação e o inconsciente, reflexão, relaxamento, entre outros. O Centro de Tratamento para dependentes químicos utiliza-se deste método de terapia 2 (duas) vezes por semana.


Palestras motivacionais
Com objetivos muito semelhantes aos de uma empresa, as palestras motivacionais também é conhecida como “energizadora” e como tal, objetiva mexer com as emoções dos pacientes e tirá-los de sua zona de conforto. A palestra é realizada em momentos específicos do tratamento e ministrada por um palestrante comprometido com a melhora do paciente. É importante ressaltar que a palestra motivacional seja uma ferramenta adicional em conjunto às diversas outras atividades que compõe o tratamento no Centro de Tratamento para dependentes químicos. Motivar os pacientes não é um processo que se resume apenas a palavras. Provocar reflexão, instigar pessoas a gerar mudanças e para a aprendizagem de conteúdo prático, que seja aplicável no dia-a-dia é uns dos benefícios proporcionados por esta atividade.


Resposta de pensamento automático
Método utilizado para proporcionar ao paciente uma maneira de exercitar o controle de seus impulsos. A atividade tem como referência uma tabela onde o paciente preenche com alguma vivência negativa de comportamento que tenha acontecido durante o processo de internação ou anterior a este processo. Com a utilização de instrumentos de orientação e condução técnica do profissional, mediador, o paciente passa a conhecer melhor seu comportamento, proporcionando posteriormente condições de que o mesmo passe a ter controle de seus impulsos em momento de crise.

 

Prevenção de recaída
O objetivo primário da prevenção da recaída é ensinar os pacientes que estão tentando mudar seu comportamento aditivo, seja ele de drogas, comida, sexo, etc., a identificar, antecipar e lidar com as pressões e problemas que podem levar a uma recaída. Baseada em uma estrutura cognitivo comportamental, a prevenção de recaída busca identificar situações de alto risco, em que o paciente é vulnerável e usar estratégias de enfrentamento cognitivas e comportamentais para prevenir futuras recaídas em situações similares. O Centro de Tratamento para dependentes químicos procura tratar o problema da recaída mediando a construção de técnicas para o paciente para prevenir ou manejar sua ocorrência. Esta atividade é mediada por um psicólogo ou terapeuta ocupacional 1 (uma) vez por semana.


Aulas de educação física/hidroginástica
A prática de exercícios físicos regulares proporciona muitos benefícios nas diversas faixas etárias. As sensações de bem-estar e prazer que o exercício físico pode proporcionar irão aumentar significativamente a motivação pela integração com grupos de pessoas que estejam preocupadas com sua saúde e que tenham hábitos saudáveis, reforçando assim, a auto-avaliação e o sentir-se útil, sentimentos estes que são de grande importância na vida de uma pessoa que está se recuperando da drogadicção.
Tendo em vista a melhoria da qualidade de vida das pessoas, é necessária a prática regular de algum tipo de exercício físico, onde seja exigido um gasto de energia, pois esta prática deveria ser um hábito como todos os outros que fazem parte do cotidiano.
Já no campo da saúde mental, que está diretamente ligado ao tratamento da dependência química, a prática de exercícios ajuda na regulação das substâncias relacionadas ao sistema nervoso, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse. Auxiliando também na manutenção da abstinência de drogas e na recuperação da auto-estima. Há redução da ansiedade e do estresse, ajudando no tratamento da depressão.
A prática desta atividade ocorre de 2 (duas) a 3 vezes por semana. Ja a hidroterapia dependerá de fatores da natureza para a viabilização da atividade.


Organização pessoal
Esta atividade tem como principal objetivo o estabelecimento de uma rotina básica e que é deixada de lado com a evolução da drogadicção, também o fato de tornar a cama bem como o armário organizados e arrumados fortalecem a condição de auto-estima, valorização do que é seu e respeito com o próximo.


Organização do relógio biológico
O relógio biológico é um mecanismo regido pela sequência das horas do dia, que está presente em todos os seres vivos, regulando todas as atividades do organismo. A região que controla os ritmos biológicos, que são de 24 horas, é o hipotálamo anterior, e são esses ritmos biológicos, chamados de ciclos circadianos, que regulam os horários de dormir, acordar, comer, dentre outras atividades como esvaziar a bexiga, o intestino, e também a produzir hormônios como o cortisol, a melatonina e o hormônio do crescimento.
Para gozar de uma boa saúde é fundamental que o nosso relógio biológico permaneça sincronizado. A hora do descanso, especialmente do sono e do repouso semanal, é importantíssima para manter as funções biológicas no ritmo certo. Uma rotina irregular pode, em longo prazo, desregular as funções biológicas e colocar o corpo sob situação de estresse, com efeitos muito desagradáveis.
O programa desenvolvido pelo Centro de Tratamento para dependentes químicos proporciona ao paciente naturalmente a condição da reorganização do relógio biológico, proporcionando diminuição de irritabilidade, aumento de motivação, melhor de desempenho da memória e aprendizagem, auxílio na eficácia das medicações e estabelecimento de rotina.


Desenvolvimento de potencialidades
Um dos objetivos que o Centro de Tratamento para dependentes químicos busca no  paciente durante o tratamento é que o paciente consiga desenvolver suas potencialidades, proporcionando auto-estima, foco, organização interna, o não desperdício de energia e a possibilidade de que a construção e aplicação da situação real de vida tenha maior sucesso ao longo do tratamento e  na reinserção familiar e social.


Comprometimento e responsabilidades
Duas estruturas internas que também auxiliam na manutenção do paciente sem recaídas. O Centro de Tratamento para dependentes químicos, procura, por meio dos diversos métodos e atividades trabalhar a construção destas estruturas que são fundamentais para a maturidade de pensamento e comportamento.

 

Normas e regras
Estruturas que são desenvolvidas e apreendidas ao longo da vida do ser humano que e que ajudam e mediam a convivência do ser humano em sociedade. O uso de substâncias psicoativas media a quebra destas estruturas construídas ao longo da vida, proporcionando mais ainda o deslocamento do paciente da sociedade, resultando em diminuição da auto-estima, diminuição de valorização da vida, aumento da pulsão de morte, do comprometimento com a vida e aumento de angústia, fatores estes que aumentam a compulsão e/ou promovem recaídas.


Fortalecimento de auto-estima
A melhora da auto-estima promove pulsão de vida, consequentemente motivação pelo que é saudável. O fortalecimento do EGO é fundamental para a preservação do paciente em sobriedade bem como  a manutenção do equilíbrio emocional e diminuição das oscilações de humor também são resultados do fortalecimento da auto-estima. A pessoa com melhora de sua autoestima tem uma visão de si positiva, acredita em si, em seu potencial e sabe lidar com os seus limites. Tem autoconfiança, sabendo que, nos momentos importantes, vai agir de forma adequada.
O desenvolvimento da autoestima acontece aos poucos e através de práticas para implementação de novos hábitos de ações e falas em substituição aos antigos, por isso a importância da renovação de pensamento.


Renovação de pensamento
Pensando na condição de que o comportamento esta ligado diretamente ao pensamento, o Centro de Tratamento para dependentes químicos procura diariamente intervir por intermédio de seus profissionais em conjunto com a construção de novos hábitos aprendidos durante o processo de internação trabalhar com o paciente a construção de novos pensamentos que também são fortalecidos pelas vivências saudáveis vivenciadas em ambiente de internação.


Resiliência
Atitude que todos nós precisamos praticar ao passar por dificuldades, minimizando as angústias e transformando em aprendizados, é um atributo da personalidade e que pode ser desenvolvido por qualquer pessoa.
Aprender a lidar com perdas, discussões, morte ou outras adversidades e se manter firme e não se deixar derrubar, voltar atrás ao estado anterior de equilíbrio depois de passar por dificuldades ou traumas, transformando estas experiências em aprendizados, são mediações da construção da resiliência.
Precisamos encontrar formas de lidar com isso, abaixo seguem três dicas de benefícios em ser uma pessoa mais resiliente com resultados para a sua vida.
• ATITUDES – Pessoas resilientes assumem a responsabilidade do que acontece consigo sem vitimização, tem a habilidade de se manter sereno diante de um problema, são pessoas que tem atitude e resolvem seus problemas sempre com muita sabedoria.
• AUTOCONSCIÊNCIA – A autoconsciência é a base para a mudança de vida. Pessoas resilientes compreendem os próprios sentimentos, conhecem suas forças e limitações, tem a capacidade e a visão sistêmica de identificar as causas dos problemas, sabendo a hora de falar e a hora de ouvir. Tem empatia, ou seja, compreende o estado psicológico dos outros e sabe exatamente como agir. Na vida, podemos ser problema, ou solução. Se você for só o problema, ninguém vai gostar de ficar do seu lado, porque você vai ser uma pessoa amarga. Mas, se você for solução, aí vai ter a chance de conquistar a maturidade com sabedoria.
• PROJETO DE VIDA – Pessoas resilientes superam melhor o sofrimento porque encontram um sentido melhor para a vida, encaram a vida positivamente e são acostumados a ver o copo cheio e não vazio. Tem a crença que as coisas irão melhorar e conseguem controlar melhor seu destino.

No comportamento humano a resiliência significa a construção de novos caminhos de vida, precisamos sempre tirar lições positivas das situações diárias e não ficar remoendo sempre os problemas. Gosto da frase de Carlos Drummond de Andrade que diz “A dor é inevitável. O sofrimento, opcional”, portanto precisamos ter mais resiliência para que possamos conduzir nossa vida com mais saúde e ser mais feliz. Procure desenvolver a resiliência, pois ser resiliente é não se abater com facilidade, não culpar os outros pelos seus fracassos e lutar sempre pelo melhor.
O Centro de Tratamento para dependentes químicos, com o auxilio de seus profissionais procura no dia-a-dia auxiliar e mediar as dificuldades diárias do paciente para que o mesmo venha aprender a desenvolver de maneira consciente a resiliência, que é uma estrutura interna crucial para a manutenção do paciente em sobriedade.


Hortoterapia
A hortoterapia é uma técnica que vê no cultivo de plantas um remédio para qualquer problema. Ela é estudada desde os séculos XVII e XIX, quando se notou uma melhoria em pacientes psiquiátricos que tinham contato com a natureza. Interagir com as plantas pode ajudar pessoas que sofrem com depressão, ansiedade, autismo e demência. Fora isso, a hortoterapia pode melhorar a concentração e a criatividade.
A hortoterapia é uma forma de terapia ocupacional: mexendo na terra, sobra pouco tempo para pensar nos problemas. E os benefícios são ainda maiores para os mais velhos: cuidar da terra também exercita a coordenação motora.


Reinserção familiar/social
O foco do tratamento é a possibilidade do paciente volta a conviver em família e em sociedade. Pensando nesta proposta o Centro de Tratamento para dependentes químicos, procura em todas as atividades trabalhar o paciente para fortalecer suas estruturas internas que são mediadoras para preservação de possíveis recaídas.


Acompanhamento psicológico à família
O acompanhamento psicológico à família tem como foco principal o tratamento para a co-dependência e organização do meio familiar para a inserção do paciente neste âmbito com o menor impacto possível, evitando possíveis recaídas. Estes acompanhamentos são feitos em todas as visitas.


Construção de projetos individuais
O Centro de Tratamento para dependentes químicos utiliza-se deste método como diferencial em relação as outras instituições, pois viabiliza por meio de um documento elaborado por um psicólogo um plano de ação a fim de mediar todas as práticas de aplicação e intervenção durante o período de internação relacionadas ao funcionamento específico do paciente em tratamento.

 

Construção e aplicação de projeto para situação real de vida
Este documento tem como função, mediar a reinserção do paciente, em família e na sociedade com mediação técnica ao paciente e a família, sendo possível, também aplicar durante este período ressocializações assistidas para mediação técnica na dinâmica familiar.
A situação real de vida é uma ferramenta de quebra de impactos que geralmente acontecem quando o paciente volta para o contexto familiar e que é geradora da maioria das recaídas por tratamento em regime de internação.


Relatório psicológico parcial e final
O relatório psicológico parcial será elaborado e apresentado ao paciente e a família, sempre pelo psicólogo que atenderá o paciente em consulta individual o paciente e acontecerá a cada 2 meses de internação.
O relatório final será elaborado e apresentado à família, sempre pelo psicólogo que atenderá em consulta individual o paciente e ocorrerá ao final do período de internação, nele irá constar, dados do paciente, motivo da internação, ferramentas utilizadas para o tratamento, resumo da evolução do paciente e conclusão do tratamento com orientação de encaminhamentos e outros tratamentos que se façam necessários.


Aplicação de alta ou encaminhamento
A aplicação de alta e/ou encaminhamento dar-se-á após o termino de período de internação. Este momento será mediado pelo psicólogo que acompanhará o paciente nos atendimentos individuais e que dará também devolutiva com linguagem acessível ao paciente e a família.


Considerações Finais

O Centro de Tratamento para dependentes químicos tem como proposta principal o trabalho voltado para a reinserção familiar e social do paciente, bem como alívio de sofrimento interno e de suas angústias, promovidas pelo uso de drogas ou por comorbidades psicopatológicas associadas ou não ao uso de substâncias psicoativas.
Desta forma, elaboramos este plano de trabalho com o comprometimento da aplicação do programa, respeitando as diferenças éticas, religiosas e culturais de cada paciente e de seus familiares. A Aplicação do programa se da por meio de equipe multiprofissional e multidisciplinar capacitada e treinada.

Procedimento Padrão no Centro de Tratamento a dependência química