O uso do álcool na adolescência São Paulo | Calhas e Coifas São Paulo

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O uso do álcool na adolescência
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O uso do álcool na adolescência

O alcoolismo é uma das formas de vício mais populares entre as pessoas em todo o Brasil. O grande número de pessoas que costumam consumir bebidas alcoólicas com regularidade e que sentem efeitos adversos no organismo quando por algum motivo não podem utilizar a bebida é algo alarmante. Elas talvez não se deem conta disso, mas estão no primeiro estágio do alcoolismo, que certamente evoluirá para um quadro mais grave rapidamente.

O mais grave não é o consumo livre e legalizado para pessoas maiores de 18 anos, mas especialmente o acesso de crianças e adolescentes a elas, o que traz à tona os alarmantes números que representam uma das maiores mazelas da sociedade: o uso cada vez mais cedo de bebidas alcoólicas por adolescentes.

VULNERABILIDADE FAMILIAR E SOCIAL

Desde novas, as crianças estão expostas ao álcool. Normalmente é em casa que elas têm o primeiro contato com as bebidas e terminam por achar que tudo isso é normal. Como se já não bastasse, também a sociedade se comporta da mesma maneira. Prova disso é que normalmente os estabelecimentos comerciais não respeitam a lei e vendem bebidas alcoólicas a menores de 18 anos. O acesso se torna, dessa maneira, algo muito simples e é assim que vemos adolescentes se prestando ao consumo de bebidas alcoólicas praticamente todos os dias. Os adolescentes estão, sem dúvida alguma, em situação de vulnerabilidade absoluta.

Mesmo antes dos 18 anos, na festa na casa dos amigos, no churrasco na chácara de um parente, no carnaval e na festa de fim de ano, em todas, já oferecem acesso a bebidas alcoólicas e mesmo supervisionadas por adultos, em muitos casos, havendo excessos no consumo, o que era para gerar uma repressão acaba se tornando diversão. Não é difícil vermos fotos ou filmagens de adolescentes praticamente em coma alcoólico em redes sociais, onde o “ato de bravura” é enaltecido por amigos, parentes e até desconhecidos.

Quando o jovem atinge os 18 anos, a sociedade é implacável. Festas com “Open Bar” ou “Bebida liberada a noite toda” aparecem mais do que lâmpadas de Natal em dezembro. O Happy Hour com os colegas do primeiro emprego chegam a ser diários e o que antes era esporádico se torna cotidiano, logo, beber uma dose de bebida alcoólica antes do almoço e do jantar para abrir o apetite vira mera desculpa.

OS EXEMPLOS

O que não podemos desconsiderar é que os exemplos falam muito. Às vezes somos levados a pensar que não estamos contribuindo para que os adolescentes se aproximem do álcool, mas a simples atitude de pedir a uma criança que busque uma cerveja na geladeira ou que vá à distribuidora comprar uma “keep kuller” ou algo do tipo já faz despertar nela, no mínimo, o sentimento de curiosidade. Pode até parecer pouco, mas na verdade trata-se do início de um longo processo de conhecimento e de adesão à bebida que, por ser algo muito sutil, não é perceptível à razão. Logo, vicia na surdina, subjugando a pessoa aos poucos, até fazê-la escrava do vício.

Famílias onde os pais não costumam consumir bebidas alcoólicas propiciam adolescentes que também não consumirão, e o inverso também é veredeiro. Mas, como já dito, a sociedade apresentará, oferecerá e incentivará o consumo, por isso, isolar o adolescente apenas aumentará a curiosidade.

PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenção é restringir e educar. Quando ainda crianças, é possível abolir e impedir o contato à bebida alcoólica, já que na maioria dos casos isso apenas ocorreria em âmbito familiar.

Atingindo a adolescência, impedir o contato com o álcool é muito complicado, mas impedir o consumo, principalmente o consumo abusivo, é plausível, possível e necessário. Para isso, é necessário iniciar uma educação sobre responsabilidade comportamental já na infância.

Uma família estruturada, com pais ou cuidadores conscientes de sua importância na formação psicológica e comportamental do adolescente, comprometidos com a segurança e bem-estar, faz a diferença na vida do jovem.

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