Legalização da maconha, sinônimo de degradação familiar São Paulo | Calhas e Coifas São Paulo

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Legalização da maconha, sinônimo de degradação familiar
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Legalização da maconha, sinônimo de degradação familiar

Muitos políticos, membros do judiciário, ONGs, policiais e a população em geral têm comprado a ideia de que "isso é normal" e que não há motivos de preocupação porque as pessoas saberão utilizar com moderação e não irão mais comprar a maconha dos traficantes, desarticulando assim uma boa parcela do tráfico. Mas a verdade é que por trás disso existe outra motivação, que pode ser apresentada numa dupla faceta: a incapacidade do Poder Público de combater o tráfico e a ganância pela tributação na venda.

MACONHA É A PORTA DE ENTRADA PARA DROGAS MAIS PESADAS

"Estudos indicam que mais da metade dos consumidores de maconha não usa outras drogas e faz uso apenas esporádico da erva", afirma o coordenador do Programa de Atenção a Dependentes Químicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Muitos a favor da legalização, fazem uso destas informações e estudos para se embasarem, mas não levam em consideração a outra parte, deixando de lado os outros milhões de dependentes de maconha e outras drogas, pois sim, a maconha foi ou será a porta de entrada para outras drogas.

A maioria dos casos de dependentes de Crack, por exemplo, iniciaram os consumos das drogas com a maconha e ao verem que os efeitos da mesma não eram mais satisfatórios buscaram “experimentar” drogas mais alucinógenas e chagando ao “fundo do poço” em um curto período.

Não podemos de forma nenhuma generalizar e dizer que todos os usuários de maconha serão dependentes de outras drogas, mas também não podemos deixar de lado os que já são ou os que ainda serão.

O USO DA MACONHA NÃO PODE SER INDISCRIMINADO

Sabemos que a maconha é uma planta medicinal e que, como tal, ela pode ser utilizada para a cura de diversas doenças, entretanto, sabemos também que ela é uma droga, que seu uso por tempo prolongado e em doses acima do recomendável pode constituir um riscos para o ser humano, familiares e até outras pessoas da sociedade. Em países onde a maconha é liberada para consumo recreativo, há um sistema de regulação para que não se faça uso indiscriminado dela, ainda assim, ela é um problema para esses governos, o que nos leva à conclusão de que a liberação não é o melhor caminho para a regulação. Países como Holanda e Suíça, que liberaram o consumo da maconha a décadas atrás, atualmente, lutam para impor limites e restaurar suas cidades e bairros. Vale muito ressaltar, que em todos os países que liberaram o consumo, o tráfico não sumiu e na maioria dos casos até aumentou.

ESTUDOS SOBRE O CONSUMO DE MACONHA

Somente em 2016, já foram divulgados dezenas de artigos e matérias sobre o consumo de maconha, se levarmos em consideração uma década, são milhares de estudos. O grande problema destes estudos é que não chegam a um consenso, cada um leva em consideração o que lhes interessam e tudo depende do local realizado, quem está financiando ou que desejam provar. Já tivemos matérias cujos títulos eram por exemplo:
•"Usar maconha por anos não faz tão mal para a saúde física" - Folha de São Paulo
•"Maconha só faz mal para a gengiva" - Revista Exame
•"Uso regular de maconha diminui o tamanho do cérebro" - Revista Veja
•"Fumar maconha na adolescência diminui QI na vida adulta" - Globo.com

Mas, o que todos podem ter a certeza é que a legalização da maconha poderá render até R$ 6 bilhões em impostos por ano aos cofres públicos, que infelizmente, não serão destinados ao tratamento de dependentes de drogas ou álcool, muito menos em campanhas educativas para a redução do consumo de drogas, criação de hospitais ou centros de saúde especializados.

A MACONHA CAUSA DEPENDÊNCIA

Sim! Para sermos bem diretos, basta ver a quantidade de dependentes de maconha em clínicas de reabilitação e a quantidade de clínicas existentes no Brasil. Se você conhece um usuário de maconha, ofereça para ele um simples desafio, de ficar apenas 60 dias sem usar a droga e logo verá todos os argumentos possíveis e imaginários para não aceitar o desafio, desde que "não faz mal a saúde", "que a carne vermelha que você consome é mais prejudicial" ou ainda "ele apenas a utiliza para ficar mais relaxado", apesar de não informar que faz uso da maconha 10 vezes ao dia. Ele é sim um dependende de drogas e como todos os outros, arruma argumentos para não a abandonar, nem que seja por um curto período.

Em pesquisas realizadas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) , em torno de 12% dos usuários de maconha são dependentes da droga, isso equivale em torno de 1,5 milhões de adolescentes e adultos brasileiros. Estes dependentes disseram ter dificuldade de largar a droga e que ela causa de alguma forma problemas em seu dia a dia. Problemas estes que vão desde a perda de emprego até problemas familiares. Mais alarmante ainda, é que este estudo já é ultrapassado, possuindo mais de 5 anos. Nossos governantes não investem nem se quer em pesquisas regulares, mas desejam, sem informações atuais regulamentar uma droga para consumo recreativo. Se analisarmos a evolução da maconha nos últimos anos, com o aumento do THC (uma droga mais forte), poderemos presenciar um aumento no número de dependentes.

Já em 2012, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor da Unifesp e um dos organizadores do levantamento sobre o consumo da maconha no Brasil disse:

"Nos EUA, a maior busca de dependentes químicos por tratamento hoje é de usuários de maconha. Dados da Nova Zelândia apontam que tem crescido o número de pessoas com transtornos psicóticos e esquizofrenia em decorrência do uso da maconha. Nenhuma outra droga causa esquizofrenia, e essa é a pior doença da psiquiatria. Quem vai cuidar dos 10% dos usuários expostos a esse risco? Quem é a favor da legalização deveria responder isso"

A MACONHA NO BRASIL

No Brasil o uso da maconha é estritamente proibido e a ninguém é permitido plantá-la, portá-la ou utilizá-la. Mas uma iniciativa no sentido de mudar essa realidade foi dada pelo Deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) em 2014. A proposição foi arquivada no ano 2015 devido aos acalorados debates envolvendo a Frente Parlamentar Evangélica e os defensores do projeto, porque a maior parte da sociedade se uniu à bancada evangélica e se manifestou contrária à legalização. O caso foi levado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelos idealizadores do projeto, mas a Corte ainda não julgou o mérito, embora mostre tendenciosa à descriminalização do uso através do reconhecimento da inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei 11.343/2006, que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas. Dessa maneira, a maconha estará liberada para consumo no Brasil.

O NOSSO ALERTA...

Há muito tempo foi alertado para o fato de que as drogas, independente de quais sejam elas, não trazem efeitos positivos para a sociedade. Mesmo que pudessem trazer ganhos na economia, certamente trariam perdas ainda maiores na sociedade como um todo. É o que continuamos alertando ainda hoje.

A maconha, assim como qualquer outra droga, destrói famílias e acaba com a vida das pessoas. Por isso, para uma sociedade mais sadia e por famílias unidas, dizemos não à legalização da maconha como droga recreativa. Una-se à nossa causa e diga não à legalização da maconha!

Deixamos claro que o uso da maconha como provedora de medicamentos é extremamente bem-vinda. Sabemos de seus benefícios e já passou da hora de haver a liberação da ANVISA e outros órgãos de saúde. Medicamentos provenientes de plantas, como a maconha, não tem nada a ver com o consumo recreativo de drogas.

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