Drogas: tratamento ambulatorial é perigoso São Paulo | Calhas e Coifas São Paulo

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Drogas: tratamento ambulatorial é perigoso
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Drogas: tratamento ambulatorial é perigoso

Isso deve-se ao fato de que muitas pessoas que sofrem com vício em drogas não estão dispostas a se afastarem de suas casas, de seus afazeres ou de seus trabalhos para se dedicarem exclusivamente ao processo de recuperação, infelizmente muitas pessoas até já passaram por péssimas clínicas que ofereceram uma internação desagradável, causando assim até um certo trauma.

Assim, donos de clínicas vendo neste potencial mercado, a existência de dependentes dispostos a pagar para ter praticamente nada e sem ter que investir em suas estruturas para realizar um tratamento adequado, começaram a oferecer este tipo de tratamento como uma "solução mágica".

Não vamos aqui dizer que o tratamento ambulatorial não funcione, mas é destinado apenas para um seleto grupo de dependentes, estando muito mais destinado para um pós-tratamento, um acompanhamento médico-paciente, do que para a reabilitação integral de um viciado em drogas ou álcool.

Há muitas ressalvas que devem ser feitas a esta modalidade de tratamento (ambulatorial), porque representa gravíssimos riscos à saúde e ao processo de reabilitação de quem necessita se libertar do álcool e das drogas.

Vamos comentar sobre alguns destes riscos inerentes ao tratamento ambulatorial e por que é mais adequado que o tratamento seja realizado com internação para obter de fato pleno sucesso no tratamento da dependência química.

FALTA DE ACOMPANHAMENTO ADEQUADO

Quando inserido no tratamento com internação, o paciente é submetido a um acompanhamento constante, monitorado 24 horas por uma equipe médica, assessorada por enfermeiros e terapeutas, preparada para lidar com os mais graves casos de dependência química e para tratá-lo com agilidade, responsabilidade e eficiência.

Mesmo os pacientes em tratamento voluntário passam por momentos de angustia, ansiedade, irritabilidade e até dores, sinais da abstinência. Internados e monitorados, conseguimos contornar estes males, mantendo o paciente no rumo correto para sua libertação, não permitindo que recaiam a tentação de consumir a droga ou álcool que a tantos anos o aprisiona.

Infelizmente esse não é o mesmo caso do paciente que está em um tratamento ambulatorial, em que o paciente permanece em casa, mantém todos os seus hábitos e comparece à clínica em dias e horários pré-determinados.

Nesses casos a equipe médica não tem controle total sobre o que o paciente faz no dia-a-dia, o que vem sentindo, e principalmente se realmente está sem consumir drogas, a não ser que, a cada visita se realize exames de urina e de sangue, o que normalmente não se faz, já que psicologicamente é necessário haver uma cumplicidade para a eficácia do tratamento e realizar estes exames seria uma forma de não acreditar na palavra do paciente, assim, estas clínicas não realizam os exames. Ou seja: o tratamento é "um tiro no escuro" para os profissionais, que quase nunca alcançam bons resultados porque não possuem condições de monitorar o paciente e caso o paciente omita fatos importantes ele colocará sua própria vida em risco. Então, se o tratamento não transmite confiança, não é um procedimento adequado para os profissionais e ainda pode colocar em risco a vida do paciente, por que realizá-lo?

USO DE MEDICAMENTOS

Os medicamentos, mesmo os fitoterápicos, também representam um grave problema quando o assunto é o tratamento ambulatorial.

Por se tratarem de remédios que possuem ação sobre o sistema nervoso central e que agem diretamente sobre a saúde psicológica do paciente, eles devem ser administrados no horário certo e na dosagem indicada pelo médico, podendo causar sérios problemas se as indicações não forem seguidas a risca.

Quando o paciente está internado, esse controle é feito pela equipe de enfermagem da clínica, que se responsabiliza por todo o processo.

Em um tratamento ambulatorial, o paciente e seus familiares ficarão responsáveis por isso, o que normalmente gera inúmeros problemas.

Levando ainda em consideração que tais medicamentos em hipótese alguma deverão ser administrados se o paciente não estiver em absoluta abstinência, oferecer esta medicação para ser consumida em sua residência ou quando o paciente vai à clínica, sem realizar exames toxicológicos, é colocar em risco a vida do paciente.

TRATAMENTO AMBULATORIAL COM INTERNAÇÃO DE 5 DIAS

Em cinco dias um dependente têm início à abstinência. A cocaína por exemplo, pode ser detectada no organismo, por exames de urina, até 14 dias após seu consumo, então, em 5 dias, o dependente ainda está sobre os efeitos desta droga metabolizada que ainda causa influências sobre determinados pontos do cérebro.

Quando nos referimos ao tratamento ambulatorial para dependentes de drogas, em sua maioria, as clínicas que oferecem esta modalidade recorrem a Ibogaína, um medicamento extremamente forte e que atua diretamente no cérebro do dependente, reduzindo os sintomas da abstinência e retirando a vontade de consumir drogas. A Ibogaína é um excelente medicamento, mas, deve ser administrada com responsabilidade e apenas em ambientes controlados, sobre supervisão médica e monitoração clínica constante.

Uma pessoa internada há apenas 2 dias, ainda sobre efeitos da droga em que é viciada, que ainda age sobre seu cérebro, administrar um medicamento como a Ibogaína neste estágio é extremamente arrisco, para se dizer o mínimo.

Mesmo sendo um medicamento realmente eficaz contra a dependência química e o alcoolismo, a Ibogaína é apenas um medicamento do ponto de vista terapêutico, pois o real tratamento envolve muito mais do que apenas cessar o uso da droga ou administrar medicamentos, mas sim, buscar e tratar a causa do vício.

Por isso vemos tantos casos de dependentes que possuem recaídas após alguns meses. O tratamento ambulatorial oferecido por estas clínicas, lhe oferece um medicamento que enquanto está ativo em seu organismo auxilia a ficar longe das drogas, mas não trata os motivos da pessoa ter se envolvido com as drogas, logo, mantendo os mesmos hábitos, o dependente sofre sérios riscos de um dia recair e voltar ao vício.

REPOUSO E DESINTOXICAÇÃO

O repouso é um dos maiores benefícios que somente os pacientes em regime de internação podem desfrutar.

Eles são inseridos num universo totalmente diferente, onde podem de fato se dedicar ao merecido descanso, imprescindível para quem de fato deseja vencer a dependência química.

Observe, ainda, que o processo de desintoxicação em regime de internação é mais fácil e rápido, já que o paciente irá se alimentar de maneira adequada e ficar realmente longe de qualquer droga que de alguma maneira possa ferir seu processo de abstinência.

Pacientes em tratamento ambulatorial não contam com um cronograma clínico e terapêutico, muito menos com uma nutrição e alimentação adequada e específica, o que fatalmente lhes provoca mais demora e dificuldade para se libertarem do álcool e das drogas.

O tratamento da dependência química é algo extremamente sério e que exige dos dependentes empenho e dedicação. Sabemos que a pessoa em situação de vício não está em pleno controle sobre si mesma e até que passe pela desintoxicação é desaconselhável confiar em sua força de vontade para vencer a dependência. Por isso indicamos o tratamento com internação a todos aqueles que necessitam se libertar da dependência química.

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