Abstinência: a crise que pode matar São Paulo | Calhas e Coifas São Paulo

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Abstinência: a crise que pode matar
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Abstinência: a crise que pode matar

No geral, a concepção do senso comum é essa, e por isso as pessoas que sofrem com a abstinência acabam sendo marginalizadas e entregues à própria sorte, mas, você sabia que a crise de abstinência é um problema sério e que pode inclusive matar?

A crise de abstinência é um problema psíquico que representa um perigo enorme para as pessoas e por esse motivo necessita de intervenção médica imediata para ser controlada e não causar problemas ainda maiores (de acordo com a OMS -Organização Mundial da Saúde). Isso motivou psiquiatras de todo o mundo a se debruçarem sobre o assunto e começarem a desenvolver técnicas para auxiliar as pessoas a se libertarem da abstinência.

A ABSTINÊNCIA É UM DOS MAIORES INIMIGOS DO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Mas por que a abstinência é tão perigosa? O problema é o efeito devastador que ela tem sobre o psicológico humano, levando-o à incapacidade de exercer sobre si o autocontrole e despertando nele males como a síndrome do pânico, o transtorno de ansiedade e a depressão. Por isso, seu problema não é unicamente a péssima sensação de desconforto pela falta da droga, mas também (e principalmente) o desdobramento de doenças mentais, que são sua faceta mais grave.

A SÍNDROME DA ABSTINÊNCIA

Segundo alguns dicionários, abstinência significa ação de abster, de se privar ou simplesmente de ficar sem consumir alguma coisa. Esse ato de abster pode ser de se privar de algum consumo, seja ele de comida, jogos, cigarro, drogas, álcool, remédios e outros.

O ato de renúncia as drogas pode causar grandes perturbações ao organismo do dependente, desde alterações comportamentais até sensações físicas e a estes sintomas damos o nome de Síndrome da Abstinência.

Alguns sintomas mais comuns são:
•Sofrimento mental
•Sofrimento físico
•Mal-estar

Os sintomas podem ocorrer em diversos graus de acordo com o vício adquirido, ou seja, de acordo com a droga causadora da dependência, os sintomas são mais graves ou mais brandos e podem ser cada vez mais intensos, na medida em que o tempo de abstinência fica mais longo.

O usuário em abstinência pode ter confusão mental, dores fortes, alterações graves do pensamento, dificuldades de percepção, sensação de perseguição, convulsões, hiperatividade, tremores, insônia, descontrole psicomotor, ansiedade, além de outros graves sintomas. Esse período da reabilitação pode ser extremamente agressivo, no qual o usuário apresenta um quadro típico de uma doença grave, com queda do estado geral e aparência de doente.

Pela alta gravidade da situação, é imprescindível que o dependente esteja sendo acompanhado por uma equipe médica em uma clínica especializada, tanto para controlar a grande vontade de usar a droga quanto para não cometer atos extremos, como o suicídio, por exemplo.

O DESESPERO DO FAMILIAR

Alguns familiares, no desespero do quadro vivenciado, acabam tomando decisões sem pensar, como trancar o dependente em um quarto para que ele não possa consumir e nem comprar a droga. Isso porque, quando o dependente está descontrolado, esse sentimento acaba contagiando os demais membros de sua família. Uma atitude compreensiva, mas não indicada em hipótese alguma.

O ideal é que a família do dependente procure ajuda profissional, pois ela não está preparada para enfrentar um processo de abstinência e de reabilitação sozinha, colocando em risco não apenas a vida do dependente, mas como de todos os familiares próximos.

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